CURSO DE FORMAÇÃO DOCENTE EM EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

FORMAÇÃO ERER 2020

​Esta é uma proposta é inspirada em ações formativas em relação à implementação da Lei 10.639/03 desenvolvidas na UFU,tanto em Uberlândia quanto em Ituiutaba no decorrer dos últimos anos. Em Uberlândia, nos anos de 2016-2017, bem como, das ações desenvolvidas nos anos de 2005, 2006 e 2007 pela PROEX/UFU no âmbito do Edital PEIC deste mesmo ano, um projeto intitulado “Racismo e Educação: desafios para a formação docente”. Este projeto coordenado na época pelo Profº drº Benjamin Xavier de Paula. Tinha como objetivo a implementação no âmbito da UFU do disposto na Lei Federal 10.639/2003 e suas disposições correlatas, por meio de quatro ações articuladas. Este histórico corrobora para as atividades propostas nesta edição. Em Ituiutaba as ações foram desenvolvidas principalmente pelo Nepere – Núcelo de Estudos e pesquisas em Educação para as relações étnico-raciais e ações afirmativas. Entre as atividades podemos enumerar vários cursos de extensão como “ Axé para quem é de Axé” financiado pelo PROEXT. Além disso a realização de vários seminários abarcando estudos da área em Ituiutaba. Convergindo novamente, como eixo das ações de formação continuada de professores desenvolvidas no âmbito do Programa de Formação Inicial e Continuada de Profissionais da Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia. Esta proposta reune uma equipe que somam mais de quatro décadas de experiência no campo da educação das relações étnico-raciais, para o desenvolvimento de uma nova proposta de formação continuada de professores para a região do triangulo mineiro. 

 

Palavras-Chave Educação para as relações étnico raciais ; Formação docente ; Cultura afrobrasileira

 

Período de Realização

Início 13/05/2020                                   Término 30/11/2020

Carga Horária Total 250 HORAS.

Coordenador Geral 

Professora Dra. Luciane Ribeiro Dias Gonçalves - UFU

http://lattes.cnpq.br/9836292136030338

Professor Dr. Benjamin Xavier de Paula 

http://lattes.cnpq.br/4904989732251971

Comissão Organizadora 

Marcelo Vitor Rodrigues Nogueira 

http://lattes.cnpq.br/6166843590067612

Coordenação Pólo de Ituiutaba-MG 

Professora Renata Costa Silva Oliveira - CEMAP 

http://lattes.cnpq.br/9533772315340251

Professora Dra. Ana Emília Cordeiro Souto Ferreira - SRE

http://lattes.cnpq.br/6599214423874723

Coordenação do Pólo de Uberaba- MG 

Professora Patrícia de Oliveira Prata - Casa do Educador Profº Dedê Pratis

Ana Raquel da Silva - Casa do Educador Profº Dedê Pratis

Adriana Rodrigues - Casa do Educador Profº Dedê Pratis 

Maria  Abadia Vieira da Cruz - Conselho Municipal de Promoção  da Igualdade Racial /Movimentos sociais.

 

Profa Dra. Leandra Domingues Silvério - Instituição:  Lehams e Nehcaba da UFTM.

http://lattes.cnpq.br/0149799701589430

Carmem Amâncio - Fundação Cultural de Uberaba

Coordenação do Pólo de Uberlândia- MG 

Professora Antonia Aparecida Rosa - Graça do Aché

Professor Ms. Flávio Junio Neres Muniz - ONG. Escola da Vida

EQUIPE DE EXECUÇÃO 

Tempo restante para responder  a próxima atividade 
Dúvidas - FALE CONOSCO 

SALAS

 ITUIUTABA 

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SALA - CAROLINA DE JESUS 

Carolina Maria de Jesus, (14/3/1914 a 13/2/1977) oriunda de uma família extremamente pobre que, contrariando todos os indicadores negativos (favelada, semi analfabeta, negra, catadora de lixo, mãe solteira…), tornou-se escritora/compositora.

Na década de 1930, já em São Paulo foi morar na favela do Canindé. Seu sustendo próprio e de seus três filhos foi exercendo a atividade de catadora de papel. No meio do lixo, Carolina, encontrou uma caderneta, onde passou a registrar seu cotidiano de favelada, em forma de diário. Foi o jornalista e repórter da Folha da Noite Audálio Dantas o descobridor da veia artística de Carolina Maria de Jesus.Carolina teve suas anotações publicadas, em 1960, no livro “Quarto de Despejo”, que vendeu mais de cem mil exemplares. A obra foi prefaciada pelo escritor italiano Alberto Moravia e traduzida para 29 idiomas. Também foi adaptado para o teatro e cinema.

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SALA - LÉLIA GONZLEZ 

Lélia Gonzalez nasceu “de Almeida”, em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935. Tinha 59 anos quando faleceu, em 10 de julho de 1994, no bairro de Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro.

Nas escolas e nas faculdades (graduou-se em História/Geografia e Filosofia) era reconhecida pela dedicação e inteligência. O catedrático Tarcísio Padilha logo percebeu a capacidade daquela aluna negra e convidou-a para ser sua assistente, no curso de Filosofia, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e, mais tarde, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Como educadora, Lélia lecionou em muitas escolas de nível médio, em faculdades e universidades. Foi professora no Instituto de Educação, no Colégio de Aplicação (UERJ), na rede estadual de ensino. Pela inteligência e conhecimento que demonstrava na argumentação e por sua capacidade de comunicar e instigar alunos e alunas à reflexão, a professora negra foi muito bem recebida em escolas confessionais, tendo sido, também, professora convidada no Centro de Estudos de Pessoal, do Exército Brasileiro, por alguns anos.

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SALA - MARIA FIRMINA DOS REIS

Negra, filha de mãe branca e pai negro, registrada sob o nome de um pai ilegítimo e nascida na Ilha de São Luis, no Maranhão, Maria Firmina dos Reis (1822 – 1917) fez de seu primeiro romance, Úrsula (1859), algo até então impensável: um instrumento de crítica à escravidão por meio da humanização de personagens escravizados.

“Em sua literatura, os escravos são nobres e generosos. Estão em pé de igualdade com os brancos e, quando a autora dá voz a eles, deixa que eles mesmos contem suas tragédias. O que já é um salto imenso em relação a outros textos abolicionistas”, conta a professora Régia Agostinho da Silva, professora da Universidade Federal do Maranhão e autora do artigo “A mente, essa ninguém pode escravizar: Maria Firmina dos Reis e a escrita feita por mulheres no Maranhão”.

SALA - HILÁRIA BATISTA 

Hilária Batista de Almeida seria conhecida pela posteridade – seu apelido variava até então entre Ciata, Asseata, Assiata, Siata, Seata e Asseiata – mas também o seu caráter de uma anfitriã do samba, aspecto ao qual foi sendo dada gradativamente maior importância à medida em que “Pelo Telefone” deixou de ser considerado apenas o primeiro samba gravado, para ser apontado como o primeiro samba a ser composto. Passa-se então a se referir a casa de tia Ciata, ou mais especificamente o seu quintal, como “o berço do samba”, e nisso se resume quase tudo o que dela tem sido dito (inclusive poucas vezes se tem buscado apontar as causas que tornariam sua casa tão especial).

 UBERLÂNDIA 

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SALA - BEATRIZ NASCIMENTO 

Maria Beatriz Nascimento (1942-1995) é intelectual ativista negra contemporânea de Eduardo Oliveira e Oliveira, Lélia Gonzalez, e Hamilton Cardoso. Nasceu em Aracaju, Sergipe e, no final da década de 1940, migrou com a família para o Rio de Janeiro. Em 1971 graduou-se em história pela UFRJ. Esteve à frente da criação do Grupo de Trabalho André Rebouças, em 1974, na Universidade Federal Fluminense (UFF), compartilhando com estudantes negros/as universitários/as do Rio e São Paulo a discussão da temática racial na academia e na educação em geral, a exemplo da Quinzena do Negro realizada na USP em 1977. Concluiu a Pós-graduação lato sensu em História na Universidade Federal Fluminense, em 1981, com a pesquisa Sistemas alternativos organizados pelos negros: dos quilombos às favelas.

Seu trabalho mais conhecido e de maior circulação trata-se da autoria e narração dos textos do o f1lme Ori (1989, 131 min), dirigido pela socióloga e cineasta Raquel Gerber. Essa película documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, passando pela relação entre Brasil e África, tendo o quilombo como idéia central e apresentando, dentre seus fios condutores, parte da história pessoal de Beatriz Nascimento. Através dessa participação percebe-se outra face de suas atividades: a poesia.

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SALA - RUTH SOUZA 

Ainda adolescente, entra para o Teatro Experimental do Negro, TEN, companhia de Abdias do Nascimento, onde atua no espetáculo de estréia, O Imperador Jones, de Eugene O’Neill, 1945. No ano seguinte, se apresenta em Todos os Filhos de Deus Têm Asas, novamente de O’Neill, e do Festival do Segundo Aniversário do TEN, que apresenta, entre outras peças, O Moleque Sonhador, de O’Neill. Em 1947, Ruth de Souza é convidada a participar de Terras do Sem Fim, de Jorge Amado, realizada por Os Comediantes, com direção de Zigmunt Turkov. A atriz interpreta a personagem Joana, a quem ela retorna anos depois na versão cinematográfica do romance. Permanece no TEN enquanto duram suas atividades, sempre interpretando as principais personagens femininas. Em 1947, recebe o prêmio revelação pelo desempenho em O Filho Pródigo, de Lúcio Cardoso, direção de Abdias do Nascimento.

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SALA - GRAÇA DO ACHÉ

Maria da Graça Oliveira, nascida e crescida no tradicional bairro Patrimônio, marcou de maneira singular a comunidade uberlandense por sua atuação forte e determinada nas questões sociais, políticas e culturais de sua gente, “de seu povo”, como ela dizia. Ela era uma mulher que não tinha receio de mostrar as vísceras, de gritar bem alto para se fazer entendida e para fazer valer seus direitos, suas ideias e sua postura, sobretudo em temas que conduziam ao fortalecimento da identidade racial e à maior representatividade da população negra. Graça era uma figura forte, altiva, guerreira, a típica matriarca que mantinha todos sob sua liderança.

Graça tornou-se do Aché (sim, com CH – ela fazia questão dessa grafia! Era diferente e perfeitamente compreensível), em razão do Bloco Aché – grupo carnavalesco, idealizado e fundado por ela em 1988 com o intuito de comemorar o centenário da Abolição da Escravatura. O Bloco Aché trouxe para o Carnaval de rua de Uberlândia uma proposta nova, uma estética arrojada, moderna, com influência tipicamente africana, com intenso sentimento de respeito e admiração pela ancestralidade, e uma batida que seduzia a todos, promovendo, assim, uma

integração dos foliões e amantes do Carnaval, já que todos queriam participar daquela novidade.

 UBERABA 

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SALA - ANTONIETA DE BARROS

Uma catarinense filha de uma escrava liberta começa aos poucos a ser “redescoberta” nacionalmente como ícone do movimento de mulheres negras. Antonieta de Barros foi a primeira parlamentar negra brasileira, eleita em 1934.

Educadora, jornalista e política, Antonieta junta em sua trajetória, na primeira metade do século 20, três bandeiras caras ao Brasil do século 21: educação para todos, valorização da cultura negra e emancipação feminina.

A história de Antonieta inspira movimentos negros e de mulheres em Santa Catarina, onde nasceu, mas aos poucos chega a outros cantos do país.

O documentário Antonieta, da cineasta paulista Flávia Person, lançado no fim de 2015 em Florianópolis, tem previstas várias exibições em março, quando se comemora o mês da mulher. E leva o nome de Antonieta de Barros o prêmio nacional para jovens comunicadores negros criado pela Secretaria da Igualdade Racial do governo federal.

Nascida em 11 de julho de 1901, Antonieta foi a primeira mulher a integrar a Assembleia Legislativa de Santa Catarina e é reconhecida como a primeira negra brasileira a assumir um mandato popular.

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SALA - APARECIDA CONCEIÇÃO

Dona Aparecida Conceição Ferreira, que se projetou nacionalmente pela fundação do "Hospital do Fogo Selvagem", especializado no tratamento dos portadores do "Pênfigo Foliáceo", uma doença cujos sintomas se assemelham a labaredas que percorrem o corpo e deixam na pele verdadeiras marcas de queimadura.

"Dona Cida" começou esse trabalho no ano de 1957, quando trabalhava como enfermeira no Isolamento da Santa Casa de Uberaba. Como o tratamento do Pênfigo era difícil e dispendioso, o hospital acabou por suprimi-lo. A abnegada servidora de Jesus não titubeou: levou os doentes para a sua própria casa. 

​Pedindo esmolas nas vias públicas e recorrendo aos meios de comunicação, sobretudo com a ajuda dos jornalistas Moacir Jorge e Saulo Gomes, este, através da extinta TV Tupi, e contando com o irrestrito apoio de Chico Xavier, Dona Cida ergueu o grande complexo hospitalar destinado ao tratamento da insidiosa enfermidade.

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SALA - LAUDELINA CAMPOS 

Nascida em Minas Gerais, Laudelina entrou para a história como a criadora do primeiro sindicato das domésticas do Brasil.

A Proposta de Emenda Constitucional 66/2012, a PEC das Domésticas, foi aprovada em 2013. Por meio dela, a categoria passou a ter uma série de direitos garantidos, incluindo carteira assinada, FGTS, seguro desemprego, férias remuneradas e adicional noturno.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), existem hoje no Brasil cerca de 7,2 milhões de trabalhadores domésticos. Desse total, 93% são mulheres. E dessas mulheres, 62% são negras.

A aprovação da emenda foi motivo de comemoração para milhares de trabalhadoras, que passaram a ter condições mais dignas de trabalho. Do outro lado, os empregadores se sentiram ameaçados com que chamaram de “encarecimento do serviço”.

Para além desse embate, importa ressaltar a conquista de direitos de todas as domésticas passa fundamentalmente pela história de uma mulher negra: Laudelina Campos de Melo.

Criadora do sindicato das domésticas de Campinas, em 1936, o primeiro do Brasil, ela teve uma trajetória que combinou, de forma singular, a luta pela valorização do emprego doméstico, o feminismo e ativismo pela igualdade racial.

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SALA - NEUSA SANTOS 

Neusa escreveu o livro Tornar-se Negro (Graal, 1983), prestando uma grande contribuição à área das relações raciais. A obra traz o estudo da autora sobre a vida emocional dos negros, com reflexões sobre o custo emocional da negação da própria cultura e do próprio corpo.

No livro, a autora mostra a rejeição do negro por seu aspecto exterior e explica que é necessário um raro grau de consciência para que esse quadro se inverta. Quando isso acontece, a cor e o corpo do negro são sentidos como valor de beleza. A obra de Neusa Santos Souza é considerada a primeira referência sobre a questão racial na psicologia.

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SALA - MARIELLE FRANCO

Eleita por mais de 46 mil votos na segunda cidade mais populosa do Brasil, Marielle Franco fizera do seu “mandato coletivo” (como gostava de dizer) um incômodo e um questionamento constante às prioridades políticas, às estruturas, instituições, narrativas e práticas conservadoras do Rio de Janeiro e do país. Fugindo da obviedade de pautas econômicas fundamentalistas, Marielle e sua equipe superavam os discursos de instrumentalização da pobreza, e discutiam, além das pautas estruturais, pautas sociais, identitárias e de direitos humanos, trazendo como principais causas o enfrentamento ao racismo, ao machismo, à homofobia e à exploração. O enfrentamento à violência contra a mulher, o estímulo à representatividade dos grupos oprimidos nos espaços de poder, e a discussão de pautas que desvendassem a racialização das propostas políticas e econômicas constituíam as principais estratégias de atuação de Marielle.

CRONOGRAMA DO CURSO 

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MAIO

SEMINÁRIO DA CONGADA 

CARGA HORÁRIA - 40 HORAS 

13/05 as 19:30 – Aula inaugural

Convidados: Professora Dr. Luciane Ribeiro Dias Gonçalves e Marcelo Vitor Rodrigues Nogueira 

15/05 as 19:30 – Live salas -

17/05 – Live Camisa Verde - Link: https://www.facebook.com/NEABiPONTAL/

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JUNHO

História de Africa e Afrobrasileira como forma de Decolonizar os Currículos

CARGA HORÁRIA - 30 HORAS 

01/06 as 19:30 

Convidado: Professor Ms. Flávio Muniz

Parte 1 

Parte 2

Parte 3

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JULHO

ESTÁGIO DE VIVÊNCIA 

Lançamento do Documentário ABALÔ: a cor das vozes LGBTQIA+ na cidade de Ituiutaba-MG

CARGA HORÁRIA - 30 HORAS 

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06/08 as 19:00 

Convidados: Luiz Gustavo Mendez e Marcelo Vitor Rodrigues Nogueira 

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AGOSTO​

Que África levar para a sala de aula ?-Um olhar pedagógico sobre a introdução da historicidade africana na Educação Básica

CARGA HORÁRIA - 30 HORAS 

19/08 as 19:00 

Convidados: Professora Ms. Rosa Margarida Carvalho Rocha 

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SETEMBRO​

Saúde da População Negra – Histórico e Perspectivas

CARGA HORÁRIA - 30 HORAS 

15/09 as 19:00 

Convidados: Professora Ms. Winnie Samanú Lopes Lima  

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